A peste da mediocridade

O infortúnio das autoridades

Um terrível flagelo atinge uma cidade que se vê obrigada a isolar-se do mundo, ainda que solidariedades externas sejam despertadas.

Esse resumo superficial é a história que nos é contada pelo escritor argelino Albert Camus em uma das suas principais obras, A Peste, responsável, junto com outros grandes livros que publicou, pelo Nobel de Literatura recebido em 1957.

Também pode ajudar a descrever o infortúnio de algumas cidades brasileiras recém afetadas por tragédias ocasionadas pelo descaso das autoridades que tentam reputar à chuva as inúmeras vidas perdidas.

A certa altura do livro (pág. 94), as autoridades atônitas não sabem o que fazer, o que propicia o seguinte diálogo:

“--- O que lhes falta é imaginação. Nunca estão a altura dos flagelos. Se os deixarmos agir, acabarão por morrer, e nós com eles. (...) as autoridades estão suplantadas.”

Tal afirmação não se encaixa prodigiosamente e, portanto, a perfeição ao governador Serra? O medíocre governador Serra, que desfrutava de imerecidas férias na casa de um lobista em Trancoso (BA), enquanto chuvas causavam sérios danos humanos e materiais ao Estado de S. Paulo na passagem do ano.

Não pague pela assinatura

Hábito diário da mentira

Desde sempre, a mediocridade jornalística do Estadão é evidente.Mas, nunca como agora. As insistências insanas em defender interesses de grupos oligárquicos e ideologia políticas falidas levam o jornal a mentir constantemente. É uma pena que reclame tanto de uma suposta perseguição a sua liberdade de informar – como no imbróglio Fernando Sarney – se a informação que tem para dar é rastaqüera e meramente leva em conta seus interesses comerciais e políticos (esse desespero pró Serra, político desqualificado e inoperante, é risível).

A mentira de hoje está no título da entrevista do presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli. O que está escrito ali, ele não disse ( “PSDB teria vendido a Petrobrás”). O parajornalismo inventou.

De qualquer modo, se o PSDB tivesse vencido as eleições, provavelmente teria falido a Petrobras, antes de ser capaz de vendê-la. A inépcia administrativa é uma marca desse partido, tal como a inépcia jornalística é do Estadão. Portanto, se merecem.

(P.S: mensagem enviada ao Estadão e que, certamente, não será publicada. O jornal não preza muito pela liberdade de expressão, apesar de defendê-la em editoriais tediosos, apenas quando a mesma lhe favorece.)

Serviçal de abonados

Integridade inexistente

É uma pena que o nosso presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes seja um aplicador da justiça que somente beneficia os abonados.

Qualquer um que acompanhe os noticiários sabe que ele é um reles serviçal dos ricos. Além de vergonhosa concessão de dois habeas corpus em menos de 48 horas para o maior ladrão do país, Daniel Dantas, concedeu também nesta 4ª feira a libertação do médico Roger Abdelmassih acusado de “apenas” 56 estupros contra 39 mulheres.  Abdelmassih ficou apenas 127 dias preso.

Um a menos do que a empregada doméstica Angélica Aparecida Souza Teodoro que havia roubado um pote de manteiga de R$ 3,10 para matar a fome do filho de 2 anos e da mãe doente.

Gilmar, mero lacaio da turma do “andar de cima”, nunca deve ter ouvido falar dela e nem de uma idosa de 81 anos que foi presa em Belo Horizonte no dia 18 de agosto por roubar comida.

Graças a Gilmar Mendes e a sua falta de integridade – ou a existência apenas parcial da mesma, se é que isso é possível – Daniel Dantas nunca passou um dia na cadeia, apesar de estar envolvido em ladroagens superiores a US$ 1 bilhão.

Pelo contrário, Gilmar Mendes tem trabalhado com afinco para encerrar a Operação Satiagraha perseguindo - com o eco de uma imprensa venal e cúmplice – àqueles que a desencadearam, especialmente o delegado da Polícia Federal Protégenes de Queiroz.

É esse tipo de gente amoral que chefia a mais alta instância da justiça brasileira. Pobre de nós.

Honduras & Unasul

Reféns não têm autonomia

A má qualidade editorial da Folha de S. Paulo é sobejamente conhecida e está sendo punida pelo declínio acentuado das tiragens. Ou seja, transformou-se numa metástase. A mediocridade está sendo punida já que, além de tudo, é construída através de sucessivas mentiras e desvirtuamento das regras básicas do bom jornalismo. Não origina-se apenas em deficiência intelectual.

Um pequeno exemplo: o jornal diz em sua edição de hoje que a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) está dividida quanto ao reconhecimento do presidente de Honduras a ser eleito neste domingo, 29 de novembro.

Na verdade, não há divisão alguma: dos 12 integrantes, apenas dois são favoráveis ao reconhecimento – Peru e Colômbia. Se o jornal se preocupasse com jornalismo saberia que nesses dois países governam direitistas que são meros lacaios dos Estados Unidos e reconhecidos pela sua inépcia em política internacional.

Alan Garcia, no Peru, tem realizado um governo desastroso, refém que é dos grandes grupos corporativos e midiáticos, que o tem como um servo fiel e corruptível.

Alvaro Uribe, na Colômbia, governa sustentado no aparato repressivo das Forças Armadas, sob o pretexto de combater a debilitada FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que, por sua vez, serviram de subterfúgio para interferência direta dos Estados Unidos em sua política interna através do Plano Colômbia e agora com a instalação de bases militares em regiões limítrofes da Amazônia. Para continuar com seu servilismo antipatriótico mudou a Constituição e pretende um terceiro mandato, estranhamente não criticado tal como aconteceu quando Hugo Chavez o obteve.

Todos os países latino-americanos que irão apoiar o futuro presidente hondurenho – além dos dois já citados, México, Costa Rica, Panamá - são reféns e ventríloquos da política externa estadunidense e precisam muito do apoio financeiro e comercial proveniente daquele país. Estão fazendo negócios em posição subalterna o que  os distancia de qualquer possibilidade de autonomia diplomática.

Sorrateiro como escorpião

Israel racista

 

Mahmoud Ahmadinejad, líder iraniano, é um homem de idéias distorcidas e equivocadas. A principal delas é a negação do Holocausto.

Por isso, a sua visita ao Brasil nesta 2ª feira, 23/11, tem gerado inúmeros protestos – incluindo até o do governo israelense.

No entanto, este protesto é o que menos deveria ser levado em conta. Israel, enquanto Estado, tem um passado lamentável e ordinário que o desabilita a criticar quem quer que seja.

A nossa imprensa indigna jamais teria estofo e coragem intelectual para lembrar disso, mas é bom não nos esquecermos de algumas fatos:

 

1ª) o governo israelense foi um dos poucos neste mundo que teve a coragem de apoiar claramente o regime Apartheid na África do Sul (1948 – 94), inclusive se aproveitando da mão de obra semi-escrava oferecida pelo governo de minoria branca. Depois do que aconteceu ao povo judeu durante o nazismo (1933 – 45), Israel deveria ter sido o último país desse mundo a ser tão indigno e indecente.

 

2ª) as autoridades de Israel neste momento continuam apoiando o expansionismo das colônias judaicas em território palestino, ao mesmo tempo em que dizem que estão procurando o caminho para a paz. São sorrateiras como escorpiões. Somente são levadas a sério por que temos uma mídia cúmplice, covarde e maquineísta, que conta com o apoio de “formadores de opinião” medíocres – meros serviçais dispostos a alugar a sua opinião por “trinta dinheiros”.

 

                Ahmadinejad e o líder israelense, Shimon Peres se equivalem.

Hitler vitorioso

 

A única "democracia" do Oriente Médio é terrorista

"A maior vitória de Hitler foi à criação do Estado de Israel".

 

         Frase memorável, especialmente diante das 313 mortes ocasionadas até agora pela ofensiva israelense na Faixa de Gaza, supostamente para aniquilar "os esconderijos subterrâneos do Hamas", grupo do qual, segundo a Inteligência Militar (as duas coisas não são excludentes?!) israelense, "muitos palestinos na Faixa de Gaza estão cansados".

         Pois digo, dentro da minha modesta inteligência, estavam. A ferocidade militar israelense matou 57 civis - e, entre eles, 7 crianças. Não há como duvidar que a adesão e a empatia ao Hamas cresceram imediatamente, até porque 2 israelenses foram mortos desde o final do cessar fogo em 19 de dezembro.

         Afinal, Israel, continua em seu périplo de Estado terrorista. Diga-se, o único em todo este mundo não sujeito as quaisquer sanções e invasões, pois conta com o inestimável apoio dos Estados Unidos e da eternamente vacilante União Européia, incapaz de uma decisão autônoma.

         Matar inocentes é terrorismo e ponto, não importa se pelo Hamas - a quem Israel cotidianamente qualifica deste modo - ou pelo Estado de Israel.

         O governo israelense procura qualificar suas ações como necessários e com alvos muito bem definidos, mas ao concretizá-las deixa clara a sua absoluta falta de critérios e humanidade, pois a Universidade Islâmica de Gaza foi destruída em um ataque no dia de hoje - e, obviamente, não se tratava de nenhum "esconderijo subterrâneo".

         Em sua sobeja, toda vez que o Estado de Israel se prontifica a "aniquilar", dando demonstrações de força desmesurada, o que ele consegue de fato é se aproximar daqueles que foram os seus terríveis algozes há não tanto tempo assim, os nazistas. A indiferença severa a vida equivale-se.

Intelectuais de mercado 2

 

Idiotas úteis 2

 

            Demétrio Magnoli está exultante. Afinal, as suas diatribes e sofismas chegaram ao marco-zero do jornalismo brasileiro: a revista Veja. O maior logro editorial da História desse país, sustentado em tiragens artificiais e em péssimo jornalismo, em persistente desacordo com a verdade.

         É o entrevistado da semana e, mais uma vez, cumpre com competência o papel de ventríloquo tão necessário à mediocridade ideológica da revista e, para a qual, qualquer intelectual com o mínimo de sobriedade ética deveria recusar dar entrevistas.

         Mas não esperemos tanto de Magnoli. Ele é hoje um dos principais “experts” do reacionarismo raivoso brasileiro, estando sempre disponível para dar um “verniz intelectual” às bizarras maquinações golpistas da maioria da mídia nacional, tão ciosa de que nunca lhe faltarão capachos.

         Veja outro comentário sobre o assunto:

 

         http://leone101.blog.uol.com.br/arch2008-08-31_2008-09-06.html#2008_08-31_12_53_13-6202310-0

Ribeirão Preto

“Capital da cultura” à deriva

 

            Neste último sábado, 11 de outubro, o bar Villa Lobos, o melhor de Ribeirão Preto, cerrou as suas portas. Não sobrou nada equivalente na suposta “capital da cultura”.

         Alguns desses “templos” deveriam ter autonomia em relação à vontade ou a necessidade de seus donos e nunca – absolutamente nunca – fechar as portas. São verdadeiras instituições que dignificam as cidades onde estão e humilham sem soberba a concorrência de baixa qualidade do entorno, especialmente as pragas sertanejas que assolam os ribeirão-pretanos em dimensões cuiabanas.

         O Villa Lobos era um reduto privilegiado de notáveis cantores e intérpretes como Noel e Vera, vozes e instrumentistas que cantavam e tocavam o melhor da nossa MPB e da música internacional, sem se render a obviedades e ao mau gosto. Tudo isso acompanhados por Paulo Lakimé, dono do bar, que parecia se divertir muito manuseando, com seus parceiros, inúmeros instrumentos.

         Esse fechamento indica o declínio inexorável da importância cultural de Ribeirão Preto, já que há 40 dias outro local de música excelente, o Barmania, também encerrou as suas atividades.

         E não é só isso: há duas semanas, a melhor FM, a Cidade/Melody (94,1) desapareceu. Foi substituída por uma outra FM associada a uma empresa de telefonia celular que colocou no ar uma programação tão medíocre quanto os serviços que presta e as negociatas em que se mete. Sobrou a USP FM, mas impossível de ser sintonizada para a maioria dos ouvintes da cidade e região.

         Desse modo, Ribeirão Preto continua não fazendo jus a um dos slogans mercadológicos que procuram sintetizá-la. A “capital da cultura” precisa ter menos discurso e mais prática, sem desmerecer atividades pontuais de qualidade, com a desenvolvida pelo SESC.

        

Veja outro texto sobre o assunto:

         http://leone101.blog.uol.com.br/arch2006-12-24_2006-12-30.html#2006_12-26_13_01_09-6202310-0

Paul Krugman

Criticar Bush não basta!

 

         O Nobel de economia para o professor de Princeton Paul Krugman vem em boa hora. É um alento ler seus artigos premonitórios sobre as trapalhadas neoliberais e não é à toa que diante da atual crise financeira seus artigos para o The New York Times se tornaram os mais reproduzidos no globo. Em 1994, já alertava sobre a emergência de uma “crise asiática”, que estourou em 1997.

         Seus méritos científicos estão relacionados aos efeitos da globalização e do livre comércio, além de estudos inovadores sobre as forças que movem a urbanização mundial, como ressaltou a comissão do Nobel.

         Por suas posições contundentes contra o governo Bush e sua irresponsabilidade fiscal e regulatória, passou a ser considerado um pouco mais “à esquerda”, com forte identificação com os Democratas que, na verdade, são liberais, o que não os qualificaria a ser de esquerda na maioria dos países, inclusive no Brasil.

         Mas há uma outra faceta de Krugman que precisa ser lembrada – o que não aconteceu com as reportagens burocráticas ou laudatórias da imprensa como um todo.

         Na emergência dos movimentos antiglobalização associados às manifestações ocorridas em Seatle numa reunião da Organização Mundial de Comércio em 1999, Krugman os atacou violentamente, especialmente os movimentos sindicais que questionavam o livre comércio com a China (contra a qual é impossível concorrer, pois transformou-se num “paraíso capitalista” com uma mão de obra super-explorada e reprimida, além do utilização massiva de trabalho escravo avalizado pelo Estado). Krugman comparou os sindicalistas estadunidenses aos arquitetos do apartheid na África do Sul.

         Posicionamentos como estes mostram claramente os limites da “esquerda” nos Estados Unidos, pois não consegue dissociar-se dos interesses corporativos e mesmo que a sua retórica seja menos tosca que a dos republicanos, os trabalhadores organizados continuam sendo o inimigo.

Degeneração sistêmica

 

Prêmios a bastardos

 

         Paralelos históricos são interessantes e deveriam ser mais profiláticos do que realmente são. Contribuem para evidenciar o caráter de uma época e de seus protagonistas.

         A atual crise financeira global – com sua imensa oferta de comparações – não me deixa mentir. Os paralelos com a Crise de 1929 são predominantes e até enfadonhos, pois existem outros momentos na qual a pertinência das analogias é menos óbvia e mais realista.

         Em 1890, a Argentina suspendeu o pagamento da sua dívida externa, levando o banco britânico Baring Brothers à falência e aí se estabeleceu uma ameaça de amplo pânico financeiro – semelhante a que vivemos hoje.

         O socorro não veio primordialmente do Estado, mas sim do grupo Rothschild, sinônimo de “riqueza, conexões globais e influência diplomática” (durante muito tempo foram os credores oficiais do Brasil). O empresário judeu Nathan Mayer Rothschild (1840 – 1915) acusou o próprio Baring Brothers de incompetência, mas achava que era obrigação do próprio sistema financeiro regenerar-se e para isso convocou inúmeros bancos privados para a tarefa. Fez o mesmo em uma séria crise de insolvência dos Estados Unidos em 1907. Provavelmente, inspirou uma frase recente do ex-ministro Delfim Netto: “o bom funcionamento do mercado exige a moralidade dos agentes”.

         Certamente ficaria horrorizado com os padrões atuais, mesmo que saibamos que a família Rothschild fez coisas pérfidas, tal como aliar-se a Cecil Rhodes  na exploração do sul e sudeste da África, sendo que chegaram a controlar 98% da produção de diamantes da África do Sul através da De Beers e terem sido parcialmente responsáveis pela Guerra dos Boers (1899-1902), da qual originaram-se os tenebrosos campos de concentração, popularizados por Hitler algumas décadas depois.

         Os principais responsáveis pela crise financeira atual estão sendo premiados, independente de terem causado uma disfuncionalidade no sistema com impactos preocupantes no presente (quase 1000 famílias sendo despejadas por dia nos Estados Unidos não é brincadeira!!!) e no futuro. A falta de regulamentação estatal e a perversidade criminosa de banqueiros e seus asseclas deveriam ser o estopim de uma rebelião popular muito mais contundente do que vemos no momento.

         Vejamos alguns exemplos:

 

         * Richard S. Fuld Jr era o presidente do Lehman Brothers, o primeiro grande banco de investimento a falir. Entre 2000 e 2007, recebeu US$ 300 milhões de remuneração e bonificações diversas – mais de US$ 100.000 por dia;

         * Alan H. Fihman recebeu US$ 18,5 milhões por 18 dias de trabalho a frente do Washington Mutual, ao suceder Kerry Killinger que também recebeu US$ 22 milhões por “bons serviços”, ou seja, quebrar o sexto maior banco os Estados Unidos;

 

         Mesmo que se diga, como muitos analistas vêm fazendo, que executivos como estes foram responsáveis por fazer o dinheiro correr o mundo, criando oportunidades de investimento e possibilitando que inúmeras nações se beneficiassem e se tornassem mais “globalizadas” e competitivas, a ausência de qualquer constrangimento legal mais significativo para essas pessoas é um verdadeiro tapa na cara de quem cotidianamente trabalha duro e tende a acreditar que seu trabalho é menosprezado em prol daqueles que fazem falcatruas múltiplas, avalizadas por um sistema hostil a decência.

Falta idoneidade

Jabor: volte a filmar!!

 

Arnaldo Jabor não é para ser levado a sério. Seus comentários são comprometidos até a medula, especialmente os políticos. Afinal, a sua esposa é empregada do PSDB, trabalhando arduamente contra eleição e reeleição de Lula, inclusive compactuado com a covardia propagandeada por Regina Duarte – “Eu tenho medo!”.

O seu comentário na CBN feito hoje, diz, entre outras bobagens, que Lula até agora não precisou governar pois recebeu uma herança virtuosa. Lógico que de FHC, de quem ele, Jabor, desfruta uma proximidade comprometedora.

Precisa ser muito despreparado e oportunista para falar de uma “herança virtuosa” do inepto FHC e de todo PSDB – um fracasso político notável.

Com pode ter herança virtuosa alguém que quebrou o país três vezes? Governo cujas taxas de juros chegaram a 49%? Um governo que foi um fracasso avassalador na criação de empregos?

Lula precisou recuperar um país deixado no caos por elitistas ordinários que protagonizaram a maior ladroagem do país (basta lembrar a farra da privatização: “estamos no limite da irresponsabilidade”). Além disso, são arrogantes e adoram menosprezar o viés imensamente popular do presidente.

Jabor, volte a filmar!! Suas bobagens e proselitismo farisaico serão menores na “sétima arte”.

Capitalismo de apaniguados

"Nenhum banqueiro deixado para trás"

 

         A economia corporatista dos Estados Unidos mais uma vez desestabiliza o mundo em função do seu estímulo constante a ganância. E o seu salvamento mais uma vez vai evidenciar a “capitalismo de apaniguados” tão característico desse país. Dinheiro público a rodo para salvar especuladores e perdulários que, afinal, são os grandes financiadores das campanhas.

         A ajuda estatal do governo estadunidense prevista inicialmente em US$ 700 bilhões (deve ultrapassar incríveis US$ 1 trilhão) é cem vezes mais do que o governo Bush se propõe a gastar anualmente com o Head Start, um programa social de ajuda a crianças que beneficia 910 mil pessoas. E já que os Estados Unidos gostam tanto de guerras, esse valor é duas vezes o que foi gasto na I Guerra Mundial (convertendo para dólares de 2007), ou 5% a mais do que se gastou na Guerra do Vietnã (US$ 670 bilhões).

         O ultra liberalismo de Bush passa ao largo da preocupação mínima com as pessoas e nada indica que, nas eleições prestes a acontecer, mudanças substanciais possam via a ocorrer, especialmente se o vitorioso for Joe McCain. A mais alta conselheira econômica desse candidato é Carly Fiorina, ex-executiva chefe da Hewlett Packard (HP), onde fez uma administração criminosa, levando-a a ser expurgada do cargo após as ações da empresa despencarem. Isso resultou em 20 mil demissões, enquanto a inescrupulosa Fiorina embolsava US$ 44 milhões de “compensação”.

            Essas pessoas ludibriam o mercado para auferir benefícios próprios e somente confirmam uma verdade inexorável: não existe mão invisível, mas sim uma economia parasitária nas mãos de oportunistas que pouco estão se lixando para as metástases das crises corriqueiras do capitalismo. Da onde virá a quimioterapia para por fim a essa praga?

Serviçais de Daniel Dantas

E isto são jornalistas??

 

            Andréa Michel – Folha de S. Paulo

         Diogo Mainardi – Veja

         Eurípedes Alcântara - Veja

         Janaína Leite – ex- Folha de S.Paulo

         Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo e CBN

         Márcio Aith – Folha de S. Paulo

         Lílian Christofoletti – Folha de S. Paulo

         Mino Pedrosa - IstoÉ

         Leonardo Attuch - IstoÉ

         André Meireles - Época

         Josias de Souza, o famoso “Josincra” – Folha de S. Paulo

 

         E há muitos outros, sempre dispostos a fornecerem a sua pena acumpliciada a interesses vis.

“É o horror!!”

Josincras

Cadê o espelho?

 

Num espaço muito curto de tempo, duas das publicações mais comprometidas da nossa imprensa, a Veja e a Folha de S. Paulo, criaram reportagens com o propósito de minar a Polícia Federal, colocando em suspeição a investigação sobre Daniel Dantas, emérito corruptor, ainda solto graças a generosa contribuição do nosso medíocre presidente do Supremo Tribunal, Gilmar Mendes.

Veja informava sobre grampos na sala de Gilmar Mendes e os atribuía diretamente a Paulo Lacerda, chefe da Abin e grande responsável por reformas substanciais que tornaram a Polícia Federal mais ágil e menos corrupta – como a própria Veja reconheceu há três anos.

Até agora – duas semanas depois - nada da gravação. O restante da mídia comprou o notório parajornalismo de Veja e deu ampla repercussão com tonalidade de condenação antecipada do sr. Paulo Lacerda, como o fez, por exemplo, o Canal Livre (TV Bandeirantes) deste último domingo.

Por outro lado, a Folha de S. Paulo quis desmoralizar o delegado Protógenes Queiroz, o grande responsável pela prisão do quadrilheiro Daniel Dantas. Acusou o delegado de usar em suas atividades uma camionete apreendida quando das investigações envolvendo a MSI e o Corínthias. A acusação equivocada e oportunista foi manchete, mas não a correção do erro.

A Folha de S. Paulo acredita que todos compartilham dos seus padrões morais duvidosos. Basta lembrar que no governo FHC, um dos seus jornalistas, Josias de Souza, utilizava carros oficias do governo de então para escrever reportagens que interessavam a esse mesmo governo – da onde, diga-se de passagem, foi forjado Daniel Dantas. Refiro-me especificamente ao uso de carros oficiais vinculados ao INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) para escrever reportagens desqualificando o MST.

Foi escandaloso tal grau de cumplicidade e subserviência para um jornal que diz estar “a serviço do Brasil” e que supostamente já esteve “com o rabo preso com o leitor” Desde então, Josias de Souza, que tem um blog horripilante na UOL, recebeu o apelido carinhoso de “Josincra”.

O fato é o seguinte: a nossa mídia tornou-se praticante tão contumaz de produtora de inverdades, que não mais é capaz de realizar a parábase – com as honrosas e notáveis exceções de sempre. Alinhou-se com o espúrio. Não tem salvação e não adianta revistecas e jornalecos distribuírem dvd’s de blockbusters ou cd’s de bossa nova.

  

Intelectuais de mercado

Idiotas úteis

 

Lendo o artigo do geógrafo Demétrio Magnoli no caderno Aliás, do Estado de São Paulo deste domingo, 31 de agosto, relembramos da importância para o status quo vigente dos idiotas úteis.

A imprensa brasileira – notadamente a de São Paulo – está infestada de historiadores e intelectuais de mercado (Boris Fausto, Marco Antônio Villa, ...) que são aqueles que estão sempre à disposição para dar um suposto verniz acadêmico e ideológico às idéias desconexas que esses grandes grupos de mídia divulgam sofregadamente. Invariavelmente são idéias que envolvem preconceito social, político, oriunda de grupos elitistas que não suportam qualquer protagonismo político e sociais “das massas”.

Eles também são os primeiros a defenderem a liberdade de imprensa dos patrões, pois diante da emergência dos blogs, os sofismas tão comuns a Veja, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo passaram a ser bombardeados por múltiplas vozes que intimidam esses mentirosos fugazes. Uma de suas respostas prediletas é que está em andamento ameaças à liberdade de imprensa e que caminhamos para uma sociedade totalitária. Esses idiotas úteis deveriam saber – e somente não o sabem por oportunismo – que esses meios de comunicação são mestres em sabotar a liberdade de imprensa e atuam justamente para sufocar vozes discordantes.

Mas, felizmente para essas excrescências jornalísticas, estão à mão acadêmicos ou parajornalistas dispostos, a preços bem módicos, a defendê-las, diretamente ou indiretamente, de qualquer ameaça que possa representar a verdade. Desse modo, podem dar vazão diária a ficção jornalística que produzem, enlameada de interesses mercantis e ideológicos obtusos, impossíveis de esconder por qualquer malabarismo intelectual.

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