Israel racista
Mahmoud Ahmadinejad, líder iraniano, é um homem de idéias distorcidas e equivocadas. A principal delas é a negação do Holocausto.
Por isso, a sua visita ao Brasil nesta 2ª feira, 23/11, tem gerado inúmeros protestos – incluindo até o do governo israelense.
No entanto, este protesto é o que menos deveria ser levado em conta. Israel, enquanto Estado, tem um passado lamentável e ordinário que o desabilita a criticar quem quer que seja.
A nossa imprensa indigna jamais teria estofo e coragem intelectual para lembrar disso, mas é bom não nos esquecermos de algumas fatos:
1ª) o governo israelense foi um dos poucos neste mundo que teve a coragem de apoiar claramente o regime Apartheid na África do Sul (1948 – 94), inclusive se aproveitando da mão de obra semi-escrava oferecida pelo governo de minoria branca. Depois do que aconteceu ao povo judeu durante o nazismo (1933 – 45), Israel deveria ter sido o último país desse mundo a ser tão indigno e indecente.
2ª) as autoridades de Israel neste momento continuam apoiando o expansionismo das colônias judaicas em território palestino, ao mesmo tempo em que dizem que estão procurando o caminho para a paz. São sorrateiras como escorpiões. Somente são levadas a sério por que temos uma mídia cúmplice, covarde e maquineísta, que conta com o apoio de “formadores de opinião” medíocres – meros serviçais dispostos a alugar a sua opinião por “trinta dinheiros”.
Ahmadinejad e o líder israelense, Shimon Peres se equivalem.
A única "democracia" do Oriente Médio é terrorista
"A maior vitória de Hitler foi à criação do Estado de Israel".
Frase memorável, especialmente diante das 313 mortes ocasionadas até agora pela ofensiva israelense na Faixa de Gaza, supostamente para aniquilar "os esconderijos subterrâneos do Hamas", grupo do qual, segundo a Inteligência Militar (as duas coisas não são excludentes?!) israelense, "muitos palestinos na Faixa de Gaza estão cansados".
Pois digo, dentro da minha modesta inteligência, estavam. A ferocidade militar israelense matou 57 civis - e, entre eles, 7 crianças. Não há como duvidar que a adesão e a empatia ao Hamas cresceram imediatamente, até porque 2 israelenses foram mortos desde o final do cessar fogo em 19 de dezembro.
Afinal, Israel, continua em seu périplo de Estado terrorista. Diga-se, o único em todo este mundo não sujeito as quaisquer sanções e invasões, pois conta com o inestimável apoio dos Estados Unidos e da eternamente vacilante União Européia, incapaz de uma decisão autônoma.
Matar inocentes é terrorismo e ponto, não importa se pelo Hamas - a quem Israel cotidianamente qualifica deste modo - ou pelo Estado de Israel.
O governo israelense procura qualificar suas ações como necessários e com alvos muito bem definidos, mas ao concretizá-las deixa clara a sua absoluta falta de critérios e humanidade, pois a Universidade Islâmica de Gaza foi destruída em um ataque no dia de hoje - e, obviamente, não se tratava de nenhum "esconderijo subterrâneo".
Em sua sobeja, toda vez que o Estado de Israel se prontifica a "aniquilar", dando demonstrações de força desmesurada, o que ele consegue de fato é se aproximar daqueles que foram os seus terríveis algozes há não tanto tempo assim, os nazistas. A indiferença severa a vida equivale-se.
Idiotas úteis 2
Demétrio Magnoli está exultante. Afinal, as suas diatribes e sofismas chegaram ao marco-zero do jornalismo brasileiro: a revista Veja. O maior logro editorial da História desse país, sustentado em tiragens artificiais e em péssimo jornalismo, em persistente desacordo com a verdade.
É o entrevistado da semana e, mais uma vez, cumpre com competência o papel de ventríloquo tão necessário à mediocridade ideológica da revista e, para a qual, qualquer intelectual com o mínimo de sobriedade ética deveria recusar dar entrevistas.
Mas não esperemos tanto de Magnoli. Ele é hoje um dos principais “experts” do reacionarismo raivoso brasileiro, estando sempre disponível para dar um “verniz intelectual” às bizarras maquinações golpistas da maioria da mídia nacional, tão ciosa de que nunca lhe faltarão capachos.
Veja outro comentário sobre o assunto:
http://leone101.blog.uol.com.br/arch2008-08-31_2008-09-06.html#2008_08-31_12_53_13-6202310-0
“Capital da cultura” à deriva
Neste último sábado, 11 de outubro, o bar Villa Lobos, o melhor de Ribeirão Preto, cerrou as suas portas. Não sobrou nada equivalente na suposta “capital da cultura”.
Alguns desses “templos” deveriam ter autonomia em relação à vontade ou a necessidade de seus donos e nunca – absolutamente nunca – fechar as portas. São verdadeiras instituições que dignificam as cidades onde estão e humilham sem soberba a concorrência de baixa qualidade do entorno, especialmente as pragas sertanejas que assolam os ribeirão-pretanos em dimensões cuiabanas.
O Villa Lobos era um reduto privilegiado de notáveis cantores e intérpretes como Noel e Vera, vozes e instrumentistas que cantavam e tocavam o melhor da nossa MPB e da música internacional, sem se render a obviedades e ao mau gosto. Tudo isso acompanhados por Paulo Lakimé, dono do bar, que parecia se divertir muito manuseando, com seus parceiros, inúmeros instrumentos.
Esse fechamento indica o declínio inexorável da importância cultural de Ribeirão Preto, já que há 40 dias outro local de música excelente, o Barmania, também encerrou as suas atividades.
E não é só isso: há duas semanas, a melhor FM, a Cidade/Melody (94,1) desapareceu. Foi substituída por uma outra FM associada a uma empresa de telefonia celular que colocou no ar uma programação tão medíocre quanto os serviços que presta e as negociatas em que se mete. Sobrou a USP FM, mas impossível de ser sintonizada para a maioria dos ouvintes da cidade e região.
Desse modo, Ribeirão Preto continua não fazendo jus a um dos slogans mercadológicos que procuram sintetizá-la. A “capital da cultura” precisa ter menos discurso e mais prática, sem desmerecer atividades pontuais de qualidade, com a desenvolvida pelo SESC.
Veja outro texto sobre o assunto:
http://leone101.blog.uol.com.br/arch2006-12-24_2006-12-30.html#2006_12-26_13_01_09-6202310-0
Criticar Bush não basta!
O Nobel de economia para o professor de Princeton Paul Krugman vem em boa hora. É um alento ler seus artigos premonitórios sobre as trapalhadas neoliberais e não é à toa que diante da atual crise financeira seus artigos para o The New York Times se tornaram os mais reproduzidos no globo. Em 1994, já alertava sobre a emergência de uma “crise asiática”, que estourou em 1997.
Seus méritos científicos estão relacionados aos efeitos da globalização e do livre comércio, além de estudos inovadores sobre as forças que movem a urbanização mundial, como ressaltou a comissão do Nobel.
Por suas posições contundentes contra o governo Bush e sua irresponsabilidade fiscal e regulatória, passou a ser considerado um pouco mais “à esquerda”, com forte identificação com os Democratas que, na verdade, são liberais, o que não os qualificaria a ser de esquerda na maioria dos países, inclusive no Brasil.
Mas há uma outra faceta de Krugman que precisa ser lembrada – o que não aconteceu com as reportagens burocráticas ou laudatórias da imprensa como um todo.
Na emergência dos movimentos antiglobalização associados às manifestações ocorridas em Seatle numa reunião da Organização Mundial de Comércio em 1999, Krugman os atacou violentamente, especialmente os movimentos sindicais que questionavam o livre comércio com a China (contra a qual é impossível concorrer, pois transformou-se num “paraíso capitalista” com uma mão de obra super-explorada e reprimida, além do utilização massiva de trabalho escravo avalizado pelo Estado). Krugman comparou os sindicalistas estadunidenses aos arquitetos do apartheid na África do Sul.
Posicionamentos como estes mostram claramente os limites da “esquerda” nos Estados Unidos, pois não consegue dissociar-se dos interesses corporativos e mesmo que a sua retórica seja menos tosca que a dos republicanos, os trabalhadores organizados continuam sendo o inimigo.
Prêmios a bastardos
Paralelos históricos são interessantes e deveriam ser mais profiláticos do que realmente são. Contribuem para evidenciar o caráter de uma época e de seus protagonistas.
A atual crise financeira global – com sua imensa oferta de comparações – não me deixa mentir. Os paralelos com a Crise de 1929 são predominantes e até enfadonhos, pois existem outros momentos na qual a pertinência das analogias é menos óbvia e mais realista.
Em 1890, a Argentina suspendeu o pagamento da sua dívida externa, levando o banco britânico Baring Brothers à falência e aí se estabeleceu uma ameaça de amplo pânico financeiro – semelhante a que vivemos hoje.
O socorro não veio primordialmente do Estado, mas sim do grupo Rothschild, sinônimo de “riqueza, conexões globais e influência diplomática” (durante muito tempo foram os credores oficiais do Brasil). O empresário judeu Nathan Mayer Rothschild (1840 – 1915) acusou o próprio Baring Brothers de incompetência, mas achava que era obrigação do próprio sistema financeiro regenerar-se e para isso convocou inúmeros bancos privados para a tarefa. Fez o mesmo em uma séria crise de insolvência dos Estados Unidos em 1907. Provavelmente, inspirou uma frase recente do ex-ministro Delfim Netto: “o bom funcionamento do mercado exige a moralidade dos agentes”.
Certamente ficaria horrorizado com os padrões atuais, mesmo que saibamos que a família Rothschild fez coisas pérfidas, tal como aliar-se a Cecil Rhodes na exploração do sul e sudeste da África, sendo que chegaram a controlar 98% da produção de diamantes da África do Sul através da De Beers e terem sido parcialmente responsáveis pela Guerra dos Boers (1899-1902), da qual originaram-se os tenebrosos campos de concentração, popularizados por Hitler algumas décadas depois.
Os principais responsáveis pela crise financeira atual estão sendo premiados, independente de terem causado uma disfuncionalidade no sistema com impactos preocupantes no presente (quase 1000 famílias sendo despejadas por dia nos Estados Unidos não é brincadeira!!!) e no futuro. A falta de regulamentação estatal e a perversidade criminosa de banqueiros e seus asseclas deveriam ser o estopim de uma rebelião popular muito mais contundente do que vemos no momento.
Vejamos alguns exemplos:
* Richard S. Fuld Jr era o presidente do Lehman Brothers, o primeiro grande banco de investimento a falir. Entre 2000 e 2007, recebeu US$ 300 milhões de remuneração e bonificações diversas – mais de US$ 100.000 por dia;
* Alan H. Fihman recebeu US$ 18,5 milhões por 18 dias de trabalho a frente do Washington Mutual, ao suceder Kerry Killinger que também recebeu US$ 22 milhões por “bons serviços”, ou seja, quebrar o sexto maior banco os Estados Unidos;
Mesmo que se diga, como muitos analistas vêm fazendo, que executivos como estes foram responsáveis por fazer o dinheiro correr o mundo, criando oportunidades de investimento e possibilitando que inúmeras nações se beneficiassem e se tornassem mais “globalizadas” e competitivas, a ausência de qualquer constrangimento legal mais significativo para essas pessoas é um verdadeiro tapa na cara de quem cotidianamente trabalha duro e tende a acreditar que seu trabalho é menosprezado em prol daqueles que fazem falcatruas múltiplas, avalizadas por um sistema hostil a decência.
Jabor: volte a filmar!!
Arnaldo Jabor não é para ser levado a sério. Seus comentários são comprometidos até a medula, especialmente os políticos. Afinal, a sua esposa é empregada do PSDB, trabalhando arduamente contra eleição e reeleição de Lula, inclusive compactuado com a covardia propagandeada por Regina Duarte – “Eu tenho medo!”.
O seu comentário na CBN feito hoje, diz, entre outras bobagens, que Lula até agora não precisou governar pois recebeu uma herança virtuosa. Lógico que de FHC, de quem ele, Jabor, desfruta uma proximidade comprometedora.
Precisa ser muito despreparado e oportunista para falar de uma “herança virtuosa” do inepto FHC e de todo PSDB – um fracasso político notável.
Com pode ter herança virtuosa alguém que quebrou o país três vezes? Governo cujas taxas de juros chegaram a 49%? Um governo que foi um fracasso avassalador na criação de empregos?
Lula precisou recuperar um país deixado no caos por elitistas ordinários que protagonizaram a maior ladroagem do país (basta lembrar a farra da privatização: “estamos no limite da irresponsabilidade”). Além disso, são arrogantes e adoram menosprezar o viés imensamente popular do presidente.
Jabor, volte a filmar!! Suas bobagens e proselitismo farisaico serão menores na “sétima arte”.
"Nenhum banqueiro deixado para trás"
A economia corporatista dos Estados Unidos mais uma vez desestabiliza o mundo em função do seu estímulo constante a ganância. E o seu salvamento mais uma vez vai evidenciar a “capitalismo de apaniguados” tão característico desse país. Dinheiro público a rodo para salvar especuladores e perdulários que, afinal, são os grandes financiadores das campanhas.
A ajuda estatal do governo estadunidense prevista inicialmente em US$ 700 bilhões (deve ultrapassar incríveis US$ 1 trilhão) é cem vezes mais do que o governo Bush se propõe a gastar anualmente com o Head Start, um programa social de ajuda a crianças que beneficia 910 mil pessoas. E já que os Estados Unidos gostam tanto de guerras, esse valor é duas vezes o que foi gasto na I Guerra Mundial (convertendo para dólares de 2007), ou 5% a mais do que se gastou na Guerra do Vietnã (US$ 670 bilhões).
O ultra liberalismo de Bush passa ao largo da preocupação mínima com as pessoas e nada indica que, nas eleições prestes a acontecer, mudanças substanciais possam via a ocorrer, especialmente se o vitorioso for Joe McCain. A mais alta conselheira econômica desse candidato é Carly Fiorina, ex-executiva chefe da Hewlett Packard (HP), onde fez uma administração criminosa, levando-a a ser expurgada do cargo após as ações da empresa despencarem. Isso resultou em 20 mil demissões, enquanto a inescrupulosa Fiorina embolsava US$ 44 milhões de “compensação”.
Essas pessoas ludibriam o mercado para auferir benefícios próprios e somente confirmam uma verdade inexorável: não existe mão invisível, mas sim uma economia parasitária nas mãos de oportunistas que pouco estão se lixando para as metástases das crises corriqueiras do capitalismo. Da onde virá a quimioterapia para por fim a essa praga?
E isto são jornalistas??
Andréa Michel – Folha de S. Paulo
Diogo Mainardi – Veja
Eurípedes Alcântara - Veja
Janaína Leite – ex- Folha de S.Paulo
Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo e CBN
Márcio Aith – Folha de S. Paulo
Lílian Christofoletti – Folha de S. Paulo
Mino Pedrosa - IstoÉ
Leonardo Attuch - IstoÉ
André Meireles - Época
Josias de Souza, o famoso “Josincra” – Folha de S. Paulo
E há muitos outros, sempre dispostos a fornecerem a sua pena acumpliciada a interesses vis.
“É o horror!!”
Cadê o espelho?
Num espaço muito curto de tempo, duas das publicações mais comprometidas da nossa imprensa, a Veja e a Folha de S. Paulo, criaram reportagens com o propósito de minar a Polícia Federal, colocando em suspeição a investigação sobre Daniel Dantas, emérito corruptor, ainda solto graças a generosa contribuição do nosso medíocre presidente do Supremo Tribunal, Gilmar Mendes.
Veja informava sobre grampos na sala de Gilmar Mendes e os atribuía diretamente a Paulo Lacerda, chefe da Abin e grande responsável por reformas substanciais que tornaram a Polícia Federal mais ágil e menos corrupta – como a própria Veja reconheceu há três anos.
Até agora – duas semanas depois - nada da gravação. O restante da mídia comprou o notório parajornalismo de Veja e deu ampla repercussão com tonalidade de condenação antecipada do sr. Paulo Lacerda, como o fez, por exemplo, o Canal Livre (TV Bandeirantes) deste último domingo.
Por outro lado, a Folha de S. Paulo quis desmoralizar o delegado Protógenes Queiroz, o grande responsável pela prisão do quadrilheiro Daniel Dantas. Acusou o delegado de usar em suas atividades uma camionete apreendida quando das investigações envolvendo a MSI e o Corínthias. A acusação equivocada e oportunista foi manchete, mas não a correção do erro.
A Folha de S. Paulo acredita que todos compartilham dos seus padrões morais duvidosos. Basta lembrar que no governo FHC, um dos seus jornalistas, Josias de Souza, utilizava carros oficias do governo de então para escrever reportagens que interessavam a esse mesmo governo – da onde, diga-se de passagem, foi forjado Daniel Dantas. Refiro-me especificamente ao uso de carros oficiais vinculados ao INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) para escrever reportagens desqualificando o MST.
Foi escandaloso tal grau de cumplicidade e subserviência para um jornal que diz estar “a serviço do Brasil” e que supostamente já esteve “com o rabo preso com o leitor” Desde então, Josias de Souza, que tem um blog horripilante na UOL, recebeu o apelido carinhoso de “Josincra”.
O fato é o seguinte: a nossa mídia tornou-se praticante tão contumaz de produtora de inverdades, que não mais é capaz de realizar a parábase – com as honrosas e notáveis exceções de sempre. Alinhou-se com o espúrio. Não tem salvação e não adianta revistecas e jornalecos distribuírem dvd’s de blockbusters ou cd’s de bossa nova.
Idiotas úteis
Lendo o artigo do geógrafo Demétrio Magnoli no caderno Aliás, do Estado de São Paulo deste domingo, 31 de agosto, relembramos da importância para o status quo vigente dos idiotas úteis.
A imprensa brasileira – notadamente a de São Paulo – está infestada de historiadores e intelectuais de mercado (Boris Fausto, Marco Antônio Villa, ...) que são aqueles que estão sempre à disposição para dar um suposto verniz acadêmico e ideológico às idéias desconexas que esses grandes grupos de mídia divulgam sofregadamente. Invariavelmente são idéias que envolvem preconceito social, político, oriunda de grupos elitistas que não suportam qualquer protagonismo político e sociais “das massas”.
Eles também são os primeiros a defenderem a liberdade de imprensa dos patrões, pois diante da emergência dos blogs, os sofismas tão comuns a Veja, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo passaram a ser bombardeados por múltiplas vozes que intimidam esses mentirosos fugazes. Uma de suas respostas prediletas é que está em andamento ameaças à liberdade de imprensa e que caminhamos para uma sociedade totalitária. Esses idiotas úteis deveriam saber – e somente não o sabem por oportunismo – que esses meios de comunicação são mestres em sabotar a liberdade de imprensa e atuam justamente para sufocar vozes discordantes.
Mas, felizmente para essas excrescências jornalísticas, estão à mão acadêmicos ou parajornalistas dispostos, a preços bem módicos, a defendê-las, diretamente ou indiretamente, de qualquer ameaça que possa representar a verdade. Desse modo, podem dar vazão diária a ficção jornalística que produzem, enlameada de interesses mercantis e ideológicos obtusos, impossíveis de esconder por qualquer malabarismo intelectual.
Ocupação mercantil se confirma
Ventríloquos direitistas pró-Estados Unidos atuantes na mídia (incluindo a tupiniquim) cansaram de afirmar que os interesses petrolíferos relacionadas à invasão do Iraque pelos Estados Unidos (março de 2003) nada mais eram do que delírios conspiratórios da esquerda.
Como será que encarariam a concessão sem licitação de seis campos de petróleo iraquianos para empresas dos EUA e Inglaterra – artífices da invasão – ocorrida no dia 30 de junho. Exxon Mobil, Shell, BP, Total e Chevron assumiram o controle do principal ativo do país. Fizeram aquilo que nem o ditador Saddam Hussein havia tolerado.
Esse furto desqualificado de patrimônio público é feito mesmo diante dos protestos da população e das autoridades iraquianas que insistiram quanto a uma definição sobre um cronograma para a retirada das tropas estadunidenses e britânicas. E perceba que essas são as mesmas autoridades que foram empossadas pela ocupação ilegal e beligerante. Até elas acham que os abusos têm limites...
O Iraque sofre além do humano, um massacre corporatista, associado a uma tremenda violência militar, com o intuito de “refazê-lo” de acordo com o modelo econômico de “livre mercado”. Como já comprovou extensamente a jornalista Naomi Klein em seu livro recém-publicado A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre (Nova Fronteira, 2008), há uma completa interligação entre a construção de mercados “livres” e brutalidade.
Portando, se alguma dúvida ainda persiste sobre os reais interesses dessa ocupação ela é fruto de má informação ou interesses escusos. Afinal, os Estados Unidos não gastariam US$ 275 milhões por dia para instaurar uma democracia de fato. Isto não está no seu DNA histórico.
Outras leituras sobre o Iraque
Sobre os assuntos tratados neste artigo, leia outras mensagens que podem ajudar na contextualização e compreensão:
Blog do Gelfuso
- http://gelfuso.zip.net/arch2006-12-01_2006-12-31.html#2006_12-10_16_08_53-10366853-0
- http://gelfuso.zip.net/arch2006-12-01_2006-12-31.html#2006_12-30_16_15_46-10366853-29
- http://gelfuso.zip.net/arch2006-12-01_2006-12-31.html#2006_12-30_09_58_39-10366853-29
- http://gelfuso.zip.net/arch2006-12-01_2006-12-31.html#2006_12-24_00_49_51-10366853-29
- http://gelfuso.zip.net/arch2006-12-01_2006-12-31.html#2006_12-23_20_48_17-10366853-29
- http://gelfuso.zip.net/arch2006-12-01_2006-12-31.html#2006_12-10_16_10_14-10366853-0
Mensagens anteriores deste blog
- http://leone101.blog.uol.com.br/arch2006-10-22_2006-10-28.html#2006_10-22_10_50_18-6202310-0
- http://leone101.blog.uol.com.br/arch2006-10-15_2006-10-21.html#2006_10-16_15_41_49-6202310-0
- http://leone101.blog.uol.com.br/arch2007-02-04_2007-02-10.html
Custo histórico
Anote aí: a Copa de
Os paraísos fiscais estão eufóricos com a breve chegada de novos “investimentos” oriundos de superfaturamentos, roubos, desvios etc.
Mulheres à deriva
Que as mulheres me perdoem, mas o que de pior está hoje se produzindo no jornalismo brasileiro é resultado do “trabalho” delas.
É angustiante ver a exposição de tanto despreparo temperado com as discriminações mais repulsivas transmitidas pelas cadeias de rádio, tv e jornais.
Analisemos alguns casos dramáticos e emblemáticos:
1. Mirian Leitão: (muito apropriadamente já foi dito que a inteligência dela é proporcional a do animal presente em seu sobrenome – sem querer ofendê-lo). Supostamente realiza análises econômicas ocupando “horário e espaço nobre” na CBN – por si só um antro de reacionarismo ignorante – na TV Globo, na Globo News e no jornal O Globo. É uma notória especialista em defender a mediocridade cada vez mais latente do PSDB e quanto à economia e política não acerta uma. Por exemplo, 10 dias antes de FHC quebrar o Brasil pela 3ª vez – isso mesmo, terceira – ela garantiu aos seus ouvintes e leitores e, até mesmo, a seu patrão, Roberto Marinho, que isso não iria acontecer. Esta semana afirmou ser “inconsistente as acusações da Polícia Federal que levaram Daniel Dantas à prisão”. Apenas duas pessoas pensam assim no Brasil: ela e o presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Pois até Daniel Dantas, que não é bobo, sabe que é culpado, por isso tentou comprar todos que pudesse. Tudo indica que, certamente, alguns foram corrompidos há muito tempo.
2. Lúcia Hippolito: segundo um leitor do Blog do Azenha (www. viomundo.com.br), chama-se na verdade “Lúcia Hipócrita”. Irmã siamesa da Mirian está nitidamente a serviço de um jornalismo oportunista precipuamente sustentado na completa ausência de isenção. Em seu comentário na CBN no dia 16 de junho, criticava o técnico da seleção brasileira (Dunga) pela sua inexperiência e afirmou que a culpa era do Lula e da Dilma, pois são pessoas que nunca fizeram nada na vida e, respectivamente, eram presidente e candidatos a presidente da república. É de uma ignorância incomparável, especialmente de alguém que se autodenomina “cientista política”. Falando nisso, cadê a tese dela? Onde está a sua grande contribuição a ciência brasileira que serviria para justificar ter um espaço tão privilegiado a sua disposição?
3. Ruth Aquino: qualifica-se como historiadora e escreve na última página da revista Época (uma Veja escrita por gente um pouco mais instruída e sensata) e uma das suas últimas bobagens foi escrever um artigo que, ao final, o leitor concluía que o governo Lula foi o responsável pela morte da menina Isabela Nardoni;
4. Bárbara Gancia: dizer o que disso? Está há anos ocupando uma página marginal no caderno Cotidiano da Folha e tenta semanalmente fazer graça numa tentativa descarada e fracassada de ser um Zé Simão. É preconceituosa, elitista, arrivista, tendo, portanto, todas as “qualidades” que deveria afastar qualquer um de uma publicação séria;
5. Danuza Leão (era mesmo irmã da Nara Leão? Seria isso possível?): aos domingos faz análises rasteiras sobre relacionamento e costumes sociais na Folha, alternando com a Bárbara Gancia no caderno Cotidiano, dedicando-se com afinco as opiniões mais retrógradas e indigestas. Em uma das suas análises recentes criticava o presidente da república e a primeira-dama porque eles estavam vestidos de caipiras em uma festa junina;
Esses exemplos evidenciam um enorme desperdício de tempo e papel provocado por gente despreparada. Se há realmente uma crise de mão de obra qualificada no Brasil, no jornalismo isso é extremamente evidente. Infelizmente, é uma crise que extrapola os gêneros, mas é tocante como às mulheres de maior destaque no nosso jornalismo são as mais limítrofes.
Provavelmente isso significa uma percepção mais acurada feminina, pois enquanto cada vez mais as mulheres obtêm notoriedade em todas as demais esferas de trabalho, científicas e empresariais, o jornalismo acabou sendo o lugar que sobrou para as mais despreparadas. Ruim para o leitor que se acostumou a publicações ruins enlameadas por donos de baixo espectro moral que, certamente, querem estar rodeados de gente com seus mesmos padrões éticos.
Suprema Sandice
É comovedor ver diuturnamente os presidentes do Supremo Tribunal Federal em locupletarem-se com bandidos condenados mantendo-os fora do cárcere. O STF tem sido pródigo em libertar bandidos de primeira linha: primeiro foi Salvatore Cacciola a quem o então presidente do supremo, Marco Aurélio Mello, concedeu hábeas corpus e este refugiou-se em Mônaco, que, esta semana, autorizou a sua extradição a pedido da justiça brasileira e o senhor Gilmar Mendes, atual presidente do STF, disse que não vai acelerar o processo de extradição, pois isto não compete a sua função. Cacciola chegou a recorrer a ONU, mas não obteve sucesso.
Em 48 horas, o banqueiro Daniel Dantas livrou-se duas vezes da prisão devido à tenebrosa interferência do mais elevado mandatário da justiça brasileira. Gilmar Mendes disse não haver provas suficientes que justifique a sua prisão preventiva.
Vejamos algumas das acusações que recaem sobre Dantas, comprovadas por documentos e imagens:
- Tentativa de subornar um delegado da Polícia Federal por R$ 1 milhão;
- Lavagem de dinheiro que remonta a 1999, sendo que, recentemente, Dantas enviou R$ 139 milhões de origem escusa para o exterior temendo o bloqueio dos seus bens. Dinheiro este originário das nebulosas transações entre a Telemar/Oi e a Brasil Telecom, que deverão se unir (“BrOI”?), com o apoio do BNDES e controlar 78% do mercado de telefonia no Brasil. Só que o seu controle será privado e estará nas mãos de empresários que não injetarão um real sequer;
- Dezenas de maracutais envolvendo políticos pelo menos desde a eleição de FHC, a partir da qual o Opportunity tornou-se o banco do tucanato, indicado pelos “éticos” do PFL, os serviçais da ditadura, que migraram agora para o DEM;
- Formação de quadrilha;
- Corrupção ativa;
- Espionagem.
Nada disso representa ameaça as investigações, segundo o nosso digníssimo mandatário, calejado em ofender a nação com suas arbitrariedades e prática de uma justiça seletiva em favor dos ricos, gangsteres e maganões.
|
|
|||
|
|||